28/02/2010

poema [opcional]

26/02/2010

Como levar ao máximo, Dar a uma grandeza, A um fato ou A uma idéia O mais alto valor possível? Se não tenho suficiente inteligência! Nem delicadeza de sentimentos! Revelo logo minha estupidez E, sem razão de ser, Procuro, grosseiramente, a confluência dos seus olhos. Minhas palavras sentem o gosto dos seus olhos, Sabem que é dentro deles que se resolvem os destinos de todas as coisas desatadas desse mundo. Dentre elas o meu corpo, cujos sonhos que compõe são povoados pelo aspecto da sua presença. Você é dentro de mim. E minhas palavras te pretendem. Você? Ignora que Meu desejo seja único, variado, multíplice. Meu apetite, minimalista.

09/02/2010

Hoje, enquanto flanava pela praça do martelo, distingui em meio ao populacho um indivíduo catatônico. Sobre nós o céu azulego inspirava núvens rosas. No âmago da tarde garotos jogavam bola em contraluz. Ao largo, uma pessoa despenetrada, sem mundo exterior, habitava seus pensamentos como se criasse um mundo só para si.

01/02/2010

primeira vez

01/02/2010

Meu corpo é também um objeto, cuja feição é senão a circunstância de uma nudez que se equilibra na cor bem verde destas palavras – um homem de palha nua, a ensaiar a doçura das suas mais recentes descobertas – puras invenções. Se minha vastidão não encontra lugar na escassez, minha estreita intimidade pertence, contudo, a uma considerável amplidão. Meu dom é certa disposição para o infinito. Pouca propensão para narrativas lineares, afinal, tudo é sempre uma primeira vez.