evolução

04/01/2012

O inanimado se converte em grande número de existires. Tudo é uma porção indeterminada de motivos. Quantas vezes deixei de ser exato para não chegar, por largo espaço de tempo, a uma estância sequer. Tantos assuntos que tão melhores mistérios que nada chega nunca a tanto, a tal ou qualquer ponto. Excedo-me por gracejo, digo coisa com coisa do arco da velha. Confundo-me, interpreto muito mal, troço do dizer, zombo da compreensão. Não sei das coisas. Ando por aí a colorir desejos noturnos, transitórios, políticos. Oponho-me. Teorias, nada empíricas, hipóteses que correm mundo numa fala rabiscada. Riscos ao acaso, sem esboço, sem resumo. Os ignorantes não podem, nem devem, se comportar. Eu não tenho casa, desocupo, sem lugar, pela metade, os países, todos, que não visitei. Corro para dentro do meu oco e passo ali fins inteiros de semana a lustrar o que não sei, estariam os seres sobrenaturais sujeitos às leis da evolução?