quase vinte e oito

25/07/2012

Ontem se arrumou uma cena singular: como fosse dormir tarde, patife e chapado, adentrei um estado de euforia um tanto volátil, talvez por conta de uma véspera marcante, e dancei na cama, no quarto escuro, uma composição instantânea – imaginei a plateia, embarquei numa movimentação de força e me reconheci dançarino, num corpo recém-admitido a dançar seus quase vinte e oito anos.

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necessário

25/07/2012

Hoje comecei a aprender a dançar. Meu alongamento é sofrível, minhas pernas são cachorras. No meio de um exercício, no centro da circunstância no meio da sala, subitamente, parei, parei porque ousei tentar pensar qualquer coisa em separado do que o meu corpo fazia. Baldado e sem nome eu ousei pensar qualquer coisa, para então ouvir da professora Adriana, lá da esquina da sala, “Pensou, parou, quem se pronuncia agora é a caixa torácica!”. Fui tomado por uma impressão de burrice tão completa que não sei nem resumir o que [não] entendi.

19/07/2012

Em paz não que a paz é um tédio.

são

04/07/2012

Preparando-me para enlouquecer são.

04/07/2012

Hoje eu voltei a fumar: porém agora não fumo mais cigarros, de qualquer espécie – de hoje em diante só fumo parede e madeira velha.

04/07/2012

À guerra vamos todos iguais de cima a baixo. A diferença entre nós, disse o baixinho Franz, desafiador, é que minhas calças são mais curtas e você usa óculos e bigode. Mas Marcus, imperturbável, estava visivelmente mais ocupado com o inimigo. No front, maior o soldado maior o alvo, ele explicou.

afinal

03/07/2012

À mesa de trabalho, da janela do meu quarto, no Alto da Lapa, São Paulo, temos essa noite uma vista surpreendentemente interiorana. Estamos num canto arborizado de uma cidade do interior de Minas Gerais, onde estamos, afinal.